Mediador

Mediador

O mediador, ou mediador de conflitos, é uma pessoa independente e imparcial que ajuda os outros a chegarem a um acordo final sobre o objeto de litígio. Ele não tem poder para impor uma decisão, ele apenas tenta que as partes cheguem a um acordo.

Outros nomes para esta profissão: Mediador de conflitos

  • Modalidades: Teletrabalho, Presencial
  • Ordenado Médio Mensal: 1000€ - 1500€
  • Empregabilidade: Média
  • Empregabilidade: Trabalho Solitário, Trabalho em Equipa
  • Disciplinas do Secundário/ensino médio: Antropologia, Ciência Política, Direito, Filosofia, História, Psicologia, Sociologia
  • Idiomas: Inglês, Português

Esta profissão tem um papel muito importante na sociedade, pois evita litígios e ajuda as partes a chegarem a um acordo, contribuindo para a paz social.

Se gostas da área do Direito e de lidar com várias pessoas, esta é a profissão certa para ti. Se tens em ti uma vontade de ajudar as pessoas em conflito, se queres contribuir para o bem-estar e paz social, não podias ter escolhido melhor carreira.

Neste artigo vamos mostrar-te tudo o que precisas saber sobre esta profissão. Vais descobrir o que faz um mediador, quais são as suas funções no dia a dia, quais são as saídas no mercado de trabalho e como entrar nesta carreira.

Curioso?

Então segue connosco!

O que faz um Mediador?

O mediador é a pessoa que faz mediação de conflitos entre partes para que estas consigam chegar a um acordo sobre o objeto em litígio. Trata-se de uma estratégia extrajudicial, ou seja, fora dos tribunais, para tentar resolver um conflito.

Como é fácil perceber, os mediadores têm de ter uma excelente comunicação, mas também poder de negociação. Caso contrário, nunca conseguirá levar a bom porto qualquer situação, até porque falamos de duas, ou mais, partes que estão em desacordo e todas elas querem “ganhar”.

Ao contrário de um juiz, ou advogado, os mediadores não propõem nenhuma solução para o problema que está em cima da mesa. Eles só fazem a intermediação entre as partes, para que elas dialoguem de forma saudável e consigam, por si mesmas, chegar a uma conclusão final.

Sem dúvida, qualquer questão resolvida fora dos tribunais é sempre uma vantagem. Uma “luta” em tribunal é desgastante, demora muito tempo, e pode causar ainda mais desentendimentos entre as partes.

Por isso, se usarmos todas as “armas” para evitar este confronto perante um juiz, melhor! E é o mediador que pode ajudar nesse sentido.

Sendo assim, podemos dizer que os mediadores de conflitos agem só como facilitadores entre as partes que estão em desacordo com o objetivo de resolver o conflito num período mais curto, com menos custos (gastos com advogados, custas de tribunais, entre outros), e sem tantos conflitos.

Caso as partes queiram, o encontro com o mediador de conflitos pode ser acompanhado pelos advogados das partes. No entanto, quando existe a presença de advogados, pode tornar-se mais difícil fazer a mediação.

Quais as suas funções

A principal função do mediador é tentar que partes envolvidas em conflitos possam resolver os seus problemas sem ter de seguir para os tribunais. O objetivo é que as questões pendentes sejam resolvidas mais rápido, com menos custos para os intervenientes, e preservando, na medida do possível, uma boa relação entre as partes.

Os mediadores de conflitos existem para conduzir as discussões da melhor forma, com o objetivo de se chegar a um acordo amigável entre as partes envolvidas.

Existem situações que estes profissionais assumem um papel mais passivo (facilitam a comunicação entre as partes), mas outras exigem que eles tenham um papel mais ativo (ajudar as partes a negociar e procurar alternativas).

O foco é fazer com que a conversa flua sem grandes conflitos, e que as partes não divaguem para outras questões que possam ter, as quais não acrescentam nada ao processo em causa.

O mediador de conflitos também é responsável por manter as partes iguais. Ou seja, ele não permite que uma das partes exerça poder sobre a outra. A discussão do caso tem de ser justa e sem pressões psicológicas.

Características de um Mediador

Para ser um bom mediador é preciso ter, antes de mais nada, inteligência emocional. É preciso saber lidar com todas as emoções, até porque não podemos deixar transparecer o que sentimos e pensamos na nossa mediação.

Além disso, se queres seguir esta profissão, tens de ter:

  • Empatia
  • Capacidade de escutar ativamente
  • Boa organização de ideias
  • Capacidade de resumir ideias

Saídas no Mercado de Trabalho

O mediador de conflitos pode trabalhar no sistema de mediação pública (emprego na função pública), mas também na mediação privada. Por isso, as oportunidades de trabalho são muitas!

Sem dúvida, este é ainda um dos campos a explorar nos próximos anos e, como a procura por Julgados de Paz é cada vez maior, a tendência é que apareçam mais e mais vagas de trabalho para mediadores.

Como entrar na carreira de Mediador?

Em Portugal, para entrares na carreira de Mediador, tens de ter formação em mediação de conflitos. No entanto, não existem organismos público que disponham dessa formação. Mas existem organismos privados que têm essa formação, sendo que a certificação destes cursos está assegurada pela DGPJ (Direção Geral da Política da Justiça).

Embora a profissão de mediador de conflitos esteja diretamente ligada à área do Direito, esta não está exclusiva aos licenciados em Direito. Poderão fazer a pós-graduação em mediação de conflitos os licenciados em Ciências:

  • Sociais, como Sociologia, Antropologia e Psicologia, por exemplo
  • Humanas, como Teologia e Filosofia, por exemplo
  • Jurídicas
  • Educação

Onde estudar Mediação de Conflitos?

Portugal:

Brasil:

A mediação de conflitos é, sem dúvida, uma oportunidade para aqueles que gostam de ajudar os outros, e com gosto particular pela área do direito. Se estás interessado na profissão de mediador, então não percas tempo e inscreve-te hoje mesmo num dos cursos certificados! Sucesso!

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