Médico de Medicina Nuclear

Médico de Medicina Nuclear

O médico de medicina nuclear, ou médico nuclear (Brasil), é o médico especialista que usa materiais radiativos (radiofármacos) para fazer exames de diagnóstico, mas também como parte de uma terapêutica.

Outros nomes para esta profissão: Médico Nuclear

  • Modalidades: Presencial
  • Ordenado Médio Mensal: 2000€ - Máximo
  • Empregabilidade: Alta
  • Empregabilidade: Trabalho em Equipa
  • Disciplinas do Secundário/ensino médio: Biologia, Física, Matemática, Materiais e Tecnologias, Química
  • Idiomas: Inglês, Português

Esta é, sem dúvida, uma das profissões de futuro, até porque existem cada vez mais exames de diagnóstico realizados a partir de radiofármacos, assim como os tratamentos, que estão cada vez mais evoluídos e, muitos, fazem uso destes materiais radioativos.

Sendo uma área em evolução exponencial, abre muitas portas para todos os que querem seguir esta carreira. Então, se ainda estás na dúvida sobre a especialidade de Medicina que deves seguir, tens de ponderar a Medicina Nuclear.

Aqui vamos mostrar-te tudo o que faz um médico de medicina nuclear, as funções que desempenham no seu dia a dia, quais são as saídas no mercado de trabalho que terás à disposição, assim como o percurso académico que tens de seguir para entrar nesta carreira.

Vamos?

O que faz um Médico de Medicina Nuclear?

Enquanto médico de medicina nuclear, ou médico nuclear, passarás uma grande parte do tempo a fazer exames de diagnóstico por imagem. Mas, dependendo da área de atuação, poderás ter de trabalhar muito com atividades terapêuticas, fazendo o acompanhamento dos pacientes durante todo o tratamento.

Embora seja mais raro, também podes acompanhar cirurgias radioguiadas. Neste caso, vais ajudar o cirurgião no uso do gama probe (um aparelho com uma sonda e um sistema de registo digital da radiação gama).

Se queres ser um especialista em Medicina Nuclear, é fundamental que tenhas uma enorme facilidade em lidar com novas tecnologias, até porque vais ter de usar aparelhos bastante complexos ao longo de toda a tua vida profissional.

O ideal é que sejas uma pessoa que gosta de estudar, porque estão sempre a surgir novos radiofármacos, e é imprescindível que acompanhes essa evolução.

Além disso, tens de ser uma pessoa que gosta de trabalhar em equipa. A Medicina Nuclear é uma especialidade que atua como auxílio de diagnóstico e terapêutico complementar, então, terás de trabalhar muito com profissionais de outras especialidades.

Quais as suas funções

Como já dissemos, o médico de medicina nuclear usa materiais radioativos para realizar exames de diagnóstico, mas também usa esses mesmos materiais no tratamento de patologias e doenças.

No seu dia a dia, ele usa diferentes tipos de radiação, sendo cada um desses tipos mais indicado para o tratamento de determinadas doenças, e para um determinado exame de diagnóstico.

Vejamos!

  • Partícula Beta / Iodo-131 – Usado em Terapia para o tratamento de cancro da tiroide, hipertiroidismo, entre outras
  • Posítron / FDG – Usada nos exames de PET (Positron Emission Tomography), por exemplo.
  • Radiação Gama / Tecnécio – Usada na maioria dos exames realizados na área da medicina nuclear.

São também usados diferentes tipos de radioisótopos. Vejamos os mais usados!

  • Tecnécio-99-metaestável – Usado na maioria dos estudos em Medicina Nuclear.
  • Iodo-123 ou Iodo-131 – Usados nos estudos da tiroide.
  • Gálio-67 – Muito usado em estudos feitos para a oncologia e infeções.
  • Xénon-133 e Crípton-81m – Usados na Cintigrafia de ventilação pulmonar.
  • Flúor-18 – É usado no PET.

Saídas no Mercado de Trabalho

A Medicina Nuclear é uma área em franca expansão, o que faz com que o mercado de trabalho para os médicos especialistas nesta área seja muito favorável.

O desemprego é nulo, não só porque existe uma procura cada vez maior pelos serviços do médico de medicina nuclear, como existem poucos profissionais qualificados na área (cenário que é comum a todas as especialidades médicas).

Os hospitais públicos são os grandes empregadores destes profissionais. No entanto, são cada vez mais as clínicas e hospitais privados que contratam estes especialistas a tempo inteiro.

Como muitos dos exames de diagnóstico com base em Medicina Nuclear são feitos fora do hospital público, as clínicas e hospitais privados que oferecem este serviço precisam contratar médicos para suprir as suas necessidades.

Outra possibilidade de atuação é na área da pesquisa e investigação. Como é uma especialidade em constante evolução e com tendência a mudar sempre, existem muitas vagas de trabalho para aqueles que querem seguir uma carreira mais investigativa.

A carreira académica é, também, uma possibilidade, pois pode dar aulas para os alunos do curso de medicina, ou de outros cursos da área da saúde.

Como entrar na carreira de Médico de Medicina Nuclear

Em Portugal, para entrares na carreira de Medicina Nuclear, precisas, antes de mais nada, concluir o mestrado integrado em Medicina (6 anos). Depois tens de fazer um ano de internato médico comum a todas as especialidades, e só depois o internato médico da especialidade (48 meses).

Durante o internato médico de especialidade, vais fazer estágios em:

No final de cada estágio, é feita uma avaliação e, no final do internato, é feita uma avaliação final, de componente curricular, prática e teórica.

Para atuar como médico de Medicina Nuclear, é obrigatório estar inscrito na Ordem dos Médicos.

No Brasil, assim como em Portugal, tem de concluir a faculdade de Medicina, com duração de 6 anos, e depois fazer a residência médica em Medicina Nuclear (3 anos), de acesso direto.

Após a conclusão da especialização, precisa registrar-se no Conselho Federal de Medicina (CFM) para poder ser considerado especialista. É obrigatório, sempre, o registro dos certificados nos Conselhos de Medicina no estado em que atua para conseguir o Registro de Qualificação de Especialista (RQE).

Onde estudar Medicina

Portugal:

Brasil:

Se queres tornar-te um Médico de Medicina Nuclear, ou Médico Nuclear, de sucesso, então tens de te dedicar muito ao longo do teu curso e internato médico. É essencial, também, ires-te atualizando ao longo da carreira, participando de congressos e conferências médicas. O teu futuro vai ser fenomenal!

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