Neuropatologista

neuropatologista

Mais sobre a profissão

Modalidades:

Presencial

Ordenado Médio Mensal:

2000€ - Máximo

Empregabilidade:

Alta

Disciplinas do secundario:

Biologia Física Matemática Materiais e Tecnologias Química

Idiomas:

Inglês, Português

O neuropatologista, também chamado de neuropatólogo no Brasil, é um médico especialista em doenças do tecido do sistema nervoso. A subespecialidade em neuropatologia é essencial para o trabalho com neurologia, anatomia patológica e neurocirurgia ao mesmo tempo.

Sendo assim, este especialista é a pessoa que examina os tecidos recolhidos na biópsia do cérebro e da medula espinal, exame esse que vai ser imprescindível para diagnosticar a doença.

Se te sentes atraído por anatomopatologia, neurologia e neurocirurgia, então tens de conhecer a especialidade de neuropatologia. Neste artigo vamos mostrar-te tudo o que precisas saber para entrar nesta carreira com o pé direito.

Vais descobrir o que faz um neuropatologista, as funções que ele tem no seu dia a dia, quais as saídas no mercado de trabalho, assim como o percurso que terás de fazer para seguir a profissão.

Vamos?

O que faz um Neuropatologista?

O neuropatologista examina e analisa o tecido retirado na biópsia feita ao cérebro ou medula espinal, de forma a conseguir um diagnóstico. Normalmente, as doenças de medula e cérebro são descobertas a partir de exames de imagem radiológica. Sempre que se deteta uma massa, é pedida uma biópsia.

A biópsia é um processo médico para retirar uma amostra da massa, o qual é enviado para o anatomopatologista ou, no caso de massas do cérebro ou medula, para o neuropatologista.

Em alguns casos, pode também examinar tecidos de pele. Um dos testes de neuropatologia mais recentes é o teste de densidade de fibras nervosas epidérmicas – ENFD. Este consiste em fazer uma biópsia da pele para diagnosticar neuropatias de fibras. Este exame tem vindo a ser cada vez mais usado, substituindo a biópsia do nervo sural, pois é bem menos invasivo.

Este especialista também realiza o diagnóstico post mortem durante a autópsia, principalmente de formas de demência, assim como outras condições que afetaram o sistema nervoso central.

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Quais as suas funções

A principal função do neuropatologista é diagnosticar doenças do cérebro e da medula espinal, a partir da análise de tecido retirados em biópsia.

O dia a dia envolve o contacto com muitos outros médicos. Podemos dizer, até, que este especialista é como se fosse um consultor dos outros médicos especialistas.

Sempre que um profissional suspeitar de uma doença no sistema nervoso, e quando essa doença não puder ser diagnosticada de forma não invasiva, é solicitada uma biópsia e esta é encaminhada ao departamento de neuropatologia.

O neuropatologista examina o tecido recolhido através de microscópio, ou então com métodos moleculares.

Além deste trabalho de diagnóstico, a neuropatologia também se dedica fortemente à investigação e pesquisa. Portanto, faz parte da rotina fazer investigações na área.

De entre as diferentes patologias diagnosticadas, podemos destacar aqui, por exemplo, lesões:

  • tumorais meníngeas
  • ósseas da coluna vertebral e crânio
  • tumorais da região pineal e da sela turca
  • causadoras de epilepsia refratária
  • tumorais com origem nos nervos cranianos, raízes nervosas e nervos periféricos

Podemos referir, ainda, o diagnóstico de:

  • Miopatias congénitas, miofibrilares, endócrinas, canalopatias, metabólicas, inflamatórias e tóxicas
  • Doenças neurogénias
  • Síndromes miasténicos
  • Distrofia muscular

Saídas no Mercado de Trabalho

O neuropatologista em Portugal trabalha, na maior parte das vezes, em hospitais públicos. No entanto, também pode atuar em laboratórios médicos que façam a análise de biópsias ao cérebro e medula espinal.

Existem muitas oportunidades para quem quer seguir esta especialidade. Sem dúvida, esta não é uma das especialidades mais concorridas, como é a cardiologia ou cirurgia vascular, por exemplo.

Sendo assim, não terás muita dificuldade em seguir uma bela e promissora carreira em neuropatologia.

No Brasil, as maiores oportunidades estão no setor privado. Como o investimento na saúde privada é muito alto, conseguimos melhores chances em hospitais e clínicas privadas do que no SUS.

Apesar de serem necessários médicos especialistas no SUS, a verdade é que os salários são ainda bem mais baixos do que no setor privado, além de oferecerem condições de trabalho mais precárias.

Não deixes de conhecer o nosso Simulador de Profissões, onde podes filtrar as carreiras de acordo com as tuas disciplinas preferidas.

Como entrar na carreira de Neuropatologista?

Em Portugal, para seguires a profissão de neuropatologista, precisas fazer o mestrado integrado em Medicina, seguido do Ano Comum (internato médico comum a todas as especialidades) e do internato de especialidade em Anatomia Patológica, ou então em Neurologia.

Para seguires a subespecialidade em Neuropatologia precisas estar inscrito no colégio de Anatomia Patológica ou Neurologia, assim como tens de revelar interesse e experiência em neuropatologia por, no mínimo, 4 anos.

Se optares por fazer o internato em Neurologia, a subespecialidade é dividida em 6 meses de estágio em diagnóstico anatomopatológico e 18 meses em diagnóstico neuropatológico.

Se fizeres o internato em Anatomia Patológica, a subespecialidade é dividida em 6 meses de estágio em Serviço de Neurologia, o qual inclui consultas de neurologia geral e consultas de subespecialidade (epilepsia, doenças neuromusculares, neuro-imunologia, neuro-oncologia, demências e doenças de movimento), e 18 meses de estágio em diagnóstico neuropatológico.

No Brasil, para seguires a especialidade de neuropatologia, tens de fazer a faculdade de Medicina (6 anos), assim como a residência em Clínica Médica, a qual tem duração de 2 anos. Depois, terás ainda de fazer a residência médica em Patologia Anatômica ou Neurologia, e só depois poderás fazer a especialização em neuropatologia.

Onde estudar Medicina?

Portugal:

Brasil:

Se queres ser um neuropatologista de referência, então não deixes de investir muito na tua formação contínua. Lembra-te que nunca deves parar de estudar, até porque a medicina é uma área que envolve uma atualização de conhecimentos constante. Pode parecer uma tarefa quase impossível, mas não é. Com esforço e dedicação vais conseguir tudo aquilo que queres. Sucesso!

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